quarta-feira, abril 23, 2014

História do Brasil -- O Golpe de 64 e a Ditatuda Militar ( v. comentários)

Percival Puggina
Recapitulemos. O MDB e a ARENA nasceram respectivamente em março e em abril de 1964, como consequência do bipartidarismo imposto pelo art. 18 do Ato Institucional nº 2. Mais tarde, na transição para os anos 80, com o início da abertura, novos partidos surgiram e os maiores, que vinham do período anterior, mudaram de nome. A ARENA virou PDS e o MDB virou PMDB. Durante quase duas décadas, portanto, os principais partidos brasileiros foram esses dois. Um pelo governo e o outro pela oposição. Um mais pela direita, o outro mais pela esquerda. É fato irrecusável, no entanto, que o esforço para levar o país à normalidade ocorreu no âmbito das instituições, dentro do jogo político, na conquista da opinião pública, e que a parte principal dessa tarefa coube ao partido oposicionista, o PMDB.
Simultaneamente, no contrafluxo, algumas dezenas de organizações comunistas clandestinas cometiam desatinos. Promoviam atos terroristas e execuções sumárias, assaltavam, assassinavam, sequestravam pessoas e aeronaves. Recebiam orientação, treinamento e recursos de Cuba, URSS,  China. Davam calor local à Guerra Fria (há quem diga que ela não existia aqui e que, embora EUA e URSS disputassem até a Lua e o espaço sideral, os soviéticos olhavam para o insignificante Brasil com desdém). Embora os panfletos que espalhavam entre os resíduos criminosos e mortais de suas ações falassem muito em povo, essas organizações não tinham qualquer apoio popular. Semearam dores e danos, e atrasaram a redemocratização. Descriam da democracia, zombavam dos que faziam oposição no plano das instituições.
ABERTURA DE GEISEL
Entretanto, não há como negar a utilidade da atuação do PMDB. Foi seu trabalho na formação da opinião pública, apoiado por frações da base governista (parte da qual saiu do PDS e formou a Frente Liberal) que criou o ambiente favorável à abertura “lenta, gradual e segura” de Geisel. E é irrecusável, também, que guerrilheiros e terroristas, nessa longa história, não têm qualquer mérito. Foi a ideologia deles, recusada pelo povo nas ruas do país, que gerou a intervenção militar e foi a opção deles pela luta armada que retardou a normalização institucional.
Pois bem, esse é o grupo que, hoje, hegemoniza nossa política com vários de seus membros promovendo “expropriações” do patrimônio público e agindo, agora como então, fora da lei. É esse mesmo grupo que, de tempos para cá, com inacreditável apoio midiático, enfeitando a própria história, se pavoneia como defensor da democracia e paladino histórico das liberdades públicas.
Não preciso escrever mais nada para demonstrar que o PMDB está sendo roubado de seu principal patrimônio político. Líderes vindos da clandestinidade, da luta errada, por meios errados, para fins ainda mais errados, chegaram ao poder pelo voto. Instalam-se para ficar. E passam a buscar méritos que não têm. Posam como vítimas da ditadura (alguns foram mesmo) e ocultam os tenebrosos objetivos que os moviam. Põem o PMDB a tiracolo e, sem pedir licença a ninguém, dão de mão no trabalho de Ulysses, Tancredo, Fernando Henrique, Montoro, Covas, Simon, Teotônio. E o PMDB, submisso à ditadura do “politicamente correto”, submisso à hegemonia petista, a tudo tolera em troca de quinhões do poder. Alguém tem que ir à delegacia e preencher um B.O..

34 COMMENTS

  • PMDB = Putinhas Melindrosas Do Brasil
  • Roberto Nascimento
    Sinceramente, o Sr. Percival se equivoca rotundamente nessa cantilena peemedebista. O MDB nem o PMDB jamais tiveram ambos nenhum viés de esquerda, tanto, que diziam na época da Revolução Redentora, que existiam dois partidos Políticos, um dizia SIM e o outro SIM SENHOR.
    Quando os ventos externos mudaram e não interessava mais aos EUA que existisse governos militares em seu quintal, pois o perigo comunista soviético deixou de existir, era hora da saída de cena dos milicos para voltarem para os quartéis.
    Entretanto, tinha uma condicionante: que assumissem o poder, políticos fiéis e conservadores, tais como: Tancredo Neves, Marco Maciel e até Paulo Maluf, vejam bem, a loucura da época de transição. Ulisses não chegou ao posto máximo, porém, mandava tanto no Executivo quanto no Legislativo, tornando-se o Cardeal Richilieu durante todo o governo Sarney. O velho timoneiro vetava e indicava Ministros, como se fosse o verdadeiro presidente da nação.
    Fernando Henrique, Covas, Teotônio, Montoro, enfim, todos os citados no seu artigo, nunca foram de esquerda. Só se foi a esquerda que a direita gosta. Muitos dizem que são de esquerda, porque dá IBOPE, é mais bonito, tem aquela aura de intelectual marxista, entretanto, não passa de uma grande mentira, um cenário armado para enganar os eleitores incautos. Uma farsa monumental. Aliás, verdade nunca foi o forte no meio político, onde pontua o engodo e a arte do convencimento sem base na realidade fática.
    Outra coisa, Partido Político não tem patrimônio, têm pessoas que se juntam para empalmar o PODER. Quem tem patrimônio é o país e seu povo, patrimônio aliás, que está sendo dilapidado. Partido nasce e acaba de podre, a nação continua aos trancos e barrancos diante de tantas inutilidades.
    • Meu caro … Nunca o MDB enganou se afirmando ser da esquerda marxista … Éramos um amontoado de idealistas lutando pelas liberdades básicas ao homemulher … Nenhum de nós cobrou da Nação nenhuma indenização, pois agimos por IDEALISMO. Ana.
      • Abs em vez de Ana. Abs.
      • Os que foram presos ou torturados ganharam sim, embora merrecas nunca reajustadas desde 2002. O que passa é que a imensa maioria do PMDB foi SIM com a ditadura, enquanto a ARENA foi SIM SENHOR. Os cassados tiveram ressarcimentos nos parlamentos correspondentes, como o Márcio Moreira Alves e atualmente seus familiares, entre outros. Deixa de inventar mentiras, porque sei muito sobre anistiados da ditadura militar, todas as comissões ministeriais criadas no governo Sarney e de seu sócio Ulysses Guimarães, que nada fizeram para ressarcir ou reintegrar os demitidos, e até o papelão do PMDB na Comissão de Sistematização da CF de 1988, quando o MÁRIO COVAS DO PMDB AMARELOU VERGONHOSAMENTE, prejudicou as vítimas da ditadura e foi VAIADO NO PLENÁRIO.
        • A viúva de Mário Covas pediu indenização … Mário Covas nunca pediu.
          • Ela não pode pedir INDENIZAÇÃO acumulada com alta prestação continuada que recebe como mulher de parlamentar ou de governador. Pelo menos a Lei 10559/2002, art. 3, 1, assim determina. A menos que esteja de novo em vigor aquelas 5 aposentadorias que tinha o antigo pmdbista picareta Franco Montoro. Seria o fim da picada se o Mário Covas, tendo sacaneado as vítimas da ditadura na Comissão de Sistematização da CF 88, mamado como deputado, governador e com o filho Zuzinha a barbarizar no erário, ainda quisesse sua viúva levar 100 mil por fora, quando torturados e presos políticos, como o Diniz Cabral Filho, morreram na miséria SEM NADA TEREM RECEBIDO e outros demitidos do serviço público nos anos 60 receberem MENOS DE 2 mil POR MÊS fixados por essa comissão de anistia do MJ que a Dilma restringe direitos.
  • Podia ser levado mais a sério quando ainda não levava o “P” de partido…
  • Nélio Jacob
    Roberto Nascimento, seu comentário, sim: disse a verdade. O MDB, era
    totalmente diferente do PMDB atual. O MDB havia um grupo de autênticos,
    hoje só tem oportunistas com raríssima exceção. O PMDB, tornou-se um
    partido nocivo ao país, péssimos governos tem seu apoio em troca de ministérios
    e benesses. Não lançam candidato à Presidência para não se desgastarem, sendo
    muito mais vantagem para o partido e os políticos que o compõe eleger o maior
    número de parlamentares, o que lhes dão poder para pressionarem os governos em troca
    de cargos. Façam uma análise do que foi o PMDB nos governos civis após a ditadura.
    • Roberto Nascimento
      Obrigado Nélio Jacob.
      Realmente, no MDB existiu figuras exponenciais, como Alencar Furtado, deputado pelo Paraná e que foi cassado pelo presidente Ernesto Geisel. Na minha cidade, o Rio de Janeiro, o MDB era o partido do governador Chagas Freitas, dono do Jornal O DIA. Os deputados votavam sempre a favor do governo militar, apesar de ser o único estado em que o governador não era da Arena. Apenas o deputado Modesto da Silveira demonstrava ser o mais aguerrido parlamentar autêntico do Rio pelo MDB.
      O MDB-PMDB, quando tentaram na democracia o poder central com Ulisses Guimarães ficaram em último lugar. Daí desistiram de disputar a cabeça de chapa. Ficar como segunda força, se mostrou mais pragmático. O político tem o DNA da sobrevivência.
      O fato de ser uma frente ideológica, um balaio de tendências numa só legenda, estimula a disputa interna e a cristianização do candidato ao planalto. Atualmente somente o senador Requião se coloca para a disputa, ocorre que a cúpula não lhe dá a menor bola. Logico, ao se aventurarem no jogo, perdem a vice e os cargos na máquina governamental.
      Simplesmente isso. Quem em sã consciência joga para perder impunemente.
      • Lisâneas Maciel e o poeta Araújo Jorge foram autênticos … Em 1974 cedi parte do meu tempo eleitoral pelo MDB do antigo RJ para Lysâneas da antiga GB e para Itamar atingir Sul MG.
    • O senhor sabe quantos cargos estão com o PMDB? Abs
  • Duas omissões neste texto de Percival Puggina constituem os eixos de uma análise a meu ver mais coerente: 1. O golpe militar de 1964 foi promovido contra a Era Vargas visando impedir as Reformas de Base propostas pelo Governo Constitucional de João Goulart (o alegado risco comunista não existia) ; 2. A abertura lenta, gradual e segura foi assim concebida para que em nenhuma hipótese o Trabalhismo varguista voltasse ao poder através da liderança de Leonel Brizola (o contraponto estimulado por setores do próprio governo neste caso foi o PT de Luis Inácio Lula da Silva).
    • Roberto Nascimento
      Correto Valmor. Leonel Brizola era considerado o grande inimigo das forças dominantes e que se uniram para derrubar João Goulart, o herdeiro do período Vargas.
      O estrategista da ascensão do PT foi o general Golbery do Couto Silva, a cabeça mais inteligente do período militar. O bruxo como era considerado entre seus pares, funcionava como o mentor geopolítico do governo, agindo como os Cardeais do período Absolutista, que comandavam os cordéis na ante sala dos reis e rainhas da Europa.
      Mas, alguma coisa saiu errada e perderam o controle. Chamem isso de Linha Dura. A Bomba explodida na hora errada tirou de cena o general Golbery. Sem a cabeça o regime feneceu logo depois. Mas, teria morrido de qualquer forma. As ondas surgem, provocam seus efeitos e depois se transformam em retratos na parede, velhos, amarelados, empoeirados e feios. Com uma saga terrível: Ninguém quer ver seus nomes associados a tanta coisa ruim realizada.
      Prestem atenção, os que ocupam o poder hoje e que antes, eram os que jogavam pedras. A lição da história está aí mesmo, latente, pulsando. Só não vê quem não quer.
  • Mauro Berres
    Estão corretos os comentários acima. O golpe de 64 foi dado contra o trabalhismo. E o inimigo dos golpistas era, em primeiro plano, Brizola. Todos sabem disso. Omitir isso é gravo e intencional. Tanto que os “democratas” Ulysses, JK e Montoro votaram no ditador Castello Branco. Tinham lá seus interesses. A ditadura impulsionou, sim, o PT. Como não sobrou ninguém da ditadura -citem-me um que é venerado – precisavam anular o líder Brizola. Tiraram a sigla PTB dele e a entregaram a direitistas. Isso foi determinante para que Brizola não chegasse à presidência. Inclusive o senador ancião do RS, que havia prometido ao Brizola reorganizar o PTB, obteve uma informação privilegiada do outro senador “libertador” de que Brizola ficaria sem a sigla. E roeu a corda. Por muito tempo o ancião fugiu do confronto com Brizola. Os líderes políticos gaúchos formados pelo MDB foram e são medíocres em termos nacionais.
  • Prezado Roberto Nascimento, agradeço pelo reforço.
  • Senhores … Brizola foi o último a aderir à Revolução ao propor prorrogar o mandato de Figueiredo … não aceitou se filiar ao MDB, tanto quanto Lula … e lembrem-se que o Poder no Brasil é como tripé: um pé em Brasília é do PT … outro pé é do PSDB, que governo SP há anos e anos … e o outro pé é do PMDB com Vice-Presidente, Presidentes do Senado e da Câmara Federal, Governadores e maioria dos Prefeitos; é o segundo em número de deputados federais e o primeiríssimo em Senadores, tem muitíssimos deputados estaduais e vereadores … tal situação leva a todo Presidente(a) necessitar do apoio do PMDB … a coisa entrou em crise porque o PMDB da Câmara detectou uma possível política de hegemonia por parte do PT para as eleições deste ano … já o PMDB do Senado está tranquilo porque este ano a renovação é de somente 1/3 e continuará sendo amplamente maioria de Senadores … Lionço
  • Mauro berres
    Brizola não aderiu à “revolução”. Brizola previu, acertadamente, que viria mais um engodo pela frente: mais um presidente ilegítimo (eleito via Colégio Eleitoral). E isso fez com que a “revolução” – via Sarney – tivesse mais cinco anos de sobrevida. Era sensata e lógica a postura do Brizola. Teríamos em 1986 uma Constituinte e um presidente legítimo. É que Brizola era o nome do momento. E provavelmente levaria as eleições. Aí os “democratas” se amedrontaram. Inclusive na Constituinte de 88 proibiram falar quem não era candidato. O foco era o Brizola. Um absurdo! Mais uma vez o calaram. E o golpe de 64 foi dado contra o trabalhismo. E o inimigo dos golpistas era, em primeiro plano, Brizola. Todos sabem disso. Omitir isso é grave e intencional. Tanto que os “democratas” Ulysses, JK e Montoro votaram no ditador Castello Branco. Ou já esqueceram disso? Tinham lá seus interesses. A ditadura impulsionou, sim, o PT. Como não sobrou ninguém da ditadura -citem-me um que é venerado – precisavam anular o líder Brizola. Tiraram a sigla PTB dele e a entregaram a direitistas. Isso foi determinante para que Brizola não chegasse à presidência. Perdeu lideranças regionais, inclusive no ABC paulista. E o senador ancião do RS, que havia prometido ao Brizola ajudar a reorganizar o PTB, obteve uma informação privilegiada do outro senador “libertador” gaúcho de que Brizola ficaria sem a sigla. E roeu a corda. Por muito tempo o ancião fugiu do confronto com Brizola. Os líderes políticos gaúchos formados pelo MDB foram e são medíocres em termos nacionais. E o PMDB não chega à presidência porque os peemedebistas nacionais possuem a mesma mediocridade.
    • Roberto Nascimento
      Concordo Mauro. Brizola foi uma vítima do Golpe de 1964, que não pode ser confundido com revolução, que é um movimento muito mais amplo, que muda as estruturas vigentes e causa uma ruptura radical no sistema. Não mudou nada no Brasil, apenas um militar sucedendo outro e os civis golpistas manobrando nos bastidores.
      Na verdade, Brizola tentou dar um golpe de mestre, ao sugerir a prorrogação do mandato de Figueiredo por dois anos, para que os governadores pudessem se candidatar ao término dos mandatos, em eleição direta. Mas, o que serve para uns não serve para outros, lógico q
  • Francisco Vieira Brasilia-DF
    O PMDB está no governo desde José Sarney. Faturou o governo de quase todos os estados na época no Plano Cruzado.
    E o que fez pelo país?
  • Que MARAVILHA blog de hoje,pessoas educadas,civilizadas emitindo suas opiniões. E ,saudar a voltar do Sr.
    Valmor Stédile, que estava ausente algum tempo.
  • Francisco Bendl
    O legado do MDB não foi aproveitado conveniente e adequadamente por nenhum partido pós-ditadura.
    Desintegrou-se o partido aos poucos, mas foi a partir de Sarney assumindo o lugar de Tancredo Neves quando este morreu antes de tomar posse, que o antigo MDB perdeu a sua identidade como oposição, e deu sequência a albergar políticos de todas as matizes em face da sua vitória arrasadora para governadores durante o Plano Cruzado.
    De lá para cá, houve a perda da sua essência, e se transformou em uma mistura aquosa, rala, uma espécie de água salobra, intragável.
    Apesar da sua organização partidária em nível nacional, o MDB se contenta em ser coadjuvante, desde que dividindo o poder, e fazendo as suas exigências onde explicita categoricamente o seu fisiologismo.
    Evidente que este comportamento faz parte de uma estrégica muito bem montada: o partido é a jóia da coroa para qualquer aliança que tenha pretensões de vencer, diante da sua importância e porque possui partidários em todos os cantos do Brasil.
    No entanto, trata-se de uma agremiação inócua aos clamores nacionais, impermeável ao desenvolvimento do País e totalmente alheio às necessidades do povo.
    O PMDB é basicamente político, fundamentalmente político, apenas político, exclusivamente político, sem ter vínculo com a população brasileira, sem representá-la, sem defendê-la, sem qualquer função nesse sentido.
    Um partido bengala para quem está mal das pernas, mais nada, para triste memória do antigo e bravo MDB!
  • Ricardo Oliveira
    Pois é, corretos os comentários acima . Apenas um adendo: se o PMDB continuar vinculado ao PT, da forma como veio até agora, corre o sério risco de lhe acontecer o que ocorreu com o PDS, hoje o DEM, que a reboque do PSDB praticamente sumiu, sem qualquer influência no panorama político nacional.
    • Mas o PMDB também esteve vinculado ao governo do FHC. Está em todas. O Renan Calheiros do P M D B foi MINISTRO DA JUSTIÇA DO FHC e ainda está na crista da onda.
      • Foi Renan quem fez valer o Código de Defesa do Consumidor nos negócios financeiros.
        • Quem aprovou a lei foi o congresso e quem faz valer é o PROCOM ou o JUDICIÁRIO. Além do mais, o citado código não alcança na prática o sistema financeiro brasileiro e sua agiotagem. Sequer alcança as tarifas bancárias e as extorsivas de manutenção de contas bancárias, todas determinadas entre a banqueirada e seus paus mandados do BC.
    • Roberto Nascimento
      Ricardo Oliveira, correto seu comentário, a meu juízo. A tendência política caminha para uma redução progressiva da bancada do PMDB na Câmara e no Senado. De um lado, devido a fadiga de material, de outro, pela falta de um projeto amplo de poder, com candidato a presidência, que empolgue as massas e ajude no crescimento de seus candidatos nas Assembleias Legislativas e no âmbito federal.
      Não é por outra razão, que o Partido está rachado entre o Senado e a Câmara e ensaiou uma ruptura com o PT, mas, de mentirinha, somente para encurralar a presidente em busca de espaço para continuar como o segundo maior Partido da base Aliada. O maior temor do PMDB é o PT vencer na maioria dos Estados, principalmente no Rio de Janeiro, reduto maior da legenda. Como consequência, perderia também o direito de comandar o Senado e a Câmara. Esse desastre eleitoral, caso se confirme, seria o início do fim do PMDB, mesmo destino da Arena e do DEM.
      Confirmando a história, os partidos nascem, crescem e depois morrem. Não há como fugir dessa máxima. O que ficará ? As raposas políticas, que migraram para o Partido da hora. O político tem um DNA da sobrevivência extremamente aguçado.
  • O PMDB é a continuidade da ditadura brasileira. Os ditadores se revezaram no poder e tinham “oposição” tudo mentira para iludir o povo. Como político profissional ,Ulisses, não era diferente do Sarney, até morreu no helicóptero de uma empreiteira. Ato terrorista que todo mundo viu no Brasil foi o do rio centro, na Cidade do Rio de Janeiro, não foi no Araguaia, não. A propósito porque no Araguaia : Na minha mentalidade mediana , das duas, uma: Para esconder os crimes, porque o Araguaia fica longe dos centros urbanos ,portanto muito difícil registar os acontecidos; Ou para atrair idealistas, que sonhavam com um país democrático e próspero, para uma armadilha fatal. Não adianta querer se aproveitar do momento ruim do PT, um partido que está sendo massacrado por praticar o que o Ulisses praticava, para apontar pontos positivos da ditadura. A ditadura brasileira vive , vive porque os filhotes da ditadura mandam no Brasil. Estão por toda a parte da política brasileira. O PT não pode ser apontado como o culpado pela corrupção brasileira. Ainda mais o PT, que é o partido do Lula e da Dilma, porque não tem quem não diga que no Brasil houve avanço social nunca antes experimentado pelo povo brasileiro. Nunca em tempo algum o povo brasileiro avançou tanto. E não é só aparelho eletrodoméstico que o povo conseguiu, o povo estudou mais. As cotas nas universidades e o FIES proporcionou instrução para muitos das comunidades menos favorecidas. Duvida ? observe os que estão passando em concurso público. Aliás, vale lembrar que o concurso público é coisa do PT. Antes, só peixada.
  • As cotas nas universidades e o FIES proporcionam instrução para muitos das comunidades menos favorecidas. Duvida ? observe os que estão passando em concurso público. Aliás, vale lembrar que o concurso público é coisa do PT. Antes, só peixada.
    • Concordo plenamente.
      Todo esse lixo que agora vem à tona já existia bem antes de o PT ser formado, só que era escondido. O PT não pode ser responsabilizado pelo mau caráter de muitos brasileiros, inclusive de alguns que entraram em suas fileiras, que sempre roubaram o patrimônio alheio. E para roubar, nada melhor que entrar para a política.
      Se o PT desaparecer, a roubalheira continua, todo mundo sabe disso.
  • Francisco Bendl
    Pequena observação, Renato Lima:
    Não houve acusação de nenhum membro do PMDB como informante do DOPS, como aconteceu com Lula e que ainda não se defendeu!
    Portanto, a continuidade da ditadura provém do PT tanto quanto os demais partidos, razão pela qual a tua tentativa de sempre querer isentar os petistas de corrupção é inválida, haja vista se este partido não fosse a sequência do regime militar teria combatido veementemente esta chaga nas entranhas nacionais, e não apenas permitido como incrementou o seu alastramento pelos crimes praticados!
    Por outro lado, alegas os concursos públicos como exemplos de democratização. Ledo engano, pois igualmente não citaste os milhares de cargos criados SEM CONCURSO, em face das cotas(?!) existentes para funções gratificadas e de confiança, tanto no âmbito Legislativo quanto no Executivo.
    Da mesma forma temos por obrigação cívica, ética e moral, de repudiar essa história do “rouba, mas faz”.
    O avanço que tivemos na Economia em se tratando de emprego não é o mesmo em termos de progresso social, a salientar o AUMENTO DO ANALFABETISMO como vergonha ao governo do PT, além da violência desmedida que tomou conta do Brasil, tráfico de armas e de drogas.
    Ora, tais dados depõem contra qualquer avanço social, muito menos que, em nome desse falso desenvolvimento, pode-se aceitar um governo corrupto e desonesto porque “melhorou” as condições de vida do povo, por favor!
    Os tempos são outros. Ou lutamos para ter um País decente ou, então, sofreremos as consequências dessa nossa omissão e irresponsabilidade exatamente na involução da sociedade, que se manifestam na violência urbana, desonestidade, vandalismo e abandono completo dos presídios como um dos graves e indiscutíveis sintomas do descaso governamental pela população, ou seja, o pretenso avanço social é mera propaganda eleitoreira, onde não basta apenas a oferta de trabalho se não acompanhada de Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura, Saneamento Básico, e investimentos no BRASIL e não para outras nações, mesmo que pratiquem a mesma ideologia retrógrada abraçada pelo atual governo brasileiro.
    O PT deve ser acusado, sim, de corrupção, desonestidade, erros, equívocos e crimes cometidos porque mentiu e enganou o povo, ao afirmar que não era corrupto e não corrompia!
    • Puxa vida! Então o comentarista AINDA NÃO PESQUISOU que o CACIQUE governador pmdbista Chagas Freitas, duas vezes GOVERNADOR indireto aqui no Rio e INDICADO pela ditadura, PAGAVA os salários dos delegados e torturadores do DOPS do Rj. A maioria de seus assessores era da própria repressão ou simpática a ela, portanto, MAIS QUE INFORMANTES. Seu protegido e herdeiro político Miro Teixeira era a favor da ditadura no auge da repressão, pronunciou-se publicamente em fevereiro de 1979 para restringir a anistia política, mesmo após a decisão da milicada, seus líderes parlamentares, como Claudio Moacyr, eram ligados à repressão. Isso só para mencionar esse importante estado da federação. O MDB nasceu infiltrado de repressores, informantes, vivandeiras de quartéis e picaretas. Os poucos resistentes pra valer foram cassados e perseguidos. E o PMDB é isso que todo mundo conhece desde o Collor para cá.
  • Esqueci de dizer que o MDB nasceu também com LADRÕES DOS COFRES PÚBLICOS em seu seio. É bem verdade que muitos só saíram do armário no governo Sarney, mas aqui no governo Chagas assaltaram adoidado o BD-RIO e o BANERJ, respectivamente o filho do mdbista Tancredo Neves chamado Tancredo Augusto com sua corriola e aquelas jogadas no BANERJ de empréstimos a juros fixos e subsidiados às pequenas empresas fantasmas na época do Israel Klabin, cuja grana ia toda para o OPEN enriquecer os vigaristas. Conheci uns quantos nessa jogada do governo mdbista da ditadura, inclusive um boa pinta que namorou um francesa famosa frequentadora da então badalada Boîte Regine, do hotel Meridien, e que posteriormente se casou com uma bonita artista da GLOBO.

Nenhum comentário: